Como Proteger Coisas que (r)Existem? Núcleo Bartolomeu Estréia "Baderna" em 19/09/14 e resiste à Despejo do Teatro que Incorporadora Pretende Demolir

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos fará em 19/09/14 às 21 hs na Rua Augusto de Miranda, 786, no bairro paulistano da Pompéia, Zona Oeste, mais uma Estréia. Pode ser a última, já que o grupo teatral, instalado no local há 8 anos, recebeu notificação extrajudicial na terça feira, dia 16/09/14, determinando a desocupação do imóvel, que pertence, desde dezembro de 2013, a incorporadora Ink. A empresa Ink pretende construir o empreendimento Tetrys Pompéia, conjunto de prédios de apartamentos de 30 a 130 metros quadrados, voltados à classe média, com preços a partir de(surreais) 386 mil reais...

O Núcleo Bartolomeu resiste e manifesta sua potência no solo de um de suas artistas, Luaa Gabanini, que evocará Marietta Baderna, italiana que viveu no Brasil Imperial e chocou a sociedade da época com suas performances escandolosas. Por isso o vocábulo BADERNA virou sinônimo de bagunça, desordem.







A Incorporadora Ink alega ter feito um acordo com os integrantes do Núcleo Bartolomeu em dezembro de 2013, permitindo que o grupo teatral permanecesse no espaço até maio de 2014, quando entregaria o imóvel  desocupado.

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, através da dramaturgia de Claudia Schapira, aborda o conceito de mestiçagem e a capacidade de integração da dançarina Marietta Baderna com o povo brasileiro. Luaa Gabanini inicialmente iria montar a peça em outro lugar, mas com o agravamento do impasse com a Incorporadora Ink, resolveu dar visibilidade ao ataque da especulação imobiliária a mais este espaço cultural de São Paulo, trazendo "Baderna" para a Pompéia.

Há algumas semanas, os membros do Bartolomeu, amigos e convidados intervieram sobre o prédio que abriga a trupe, quebrando pisos, paredes como se estivessem numa atividade de pré demolição, numa clara e irônica alusão às intenções da Incorporadora Ink.

http://cultura.estadao.com.br/noticias/teatro,nucleo-bartolomeu-de-depoimentos-evoca-marietta-baderna,1562247

Baderna inicia temporada por tempo indeterminado, sextas, sábados às 21 hs e domingos às 20 horas. As contribuições são Voluntárias. 

PAGUE quanto PUDER!

Resiste, Bartolomeu!

Parque Augusta Sem Prédios Já!

Fala, Cláuda Schapira!
https://www.youtube.com/watch?v=MKSQcORmKRw

Não te Cales, Eugenio Lima!

https://www.youtube.com/watch?v=fz2RRF1gDQo

Baderne, Luaa Gabanini!

https://www.youtube.com/watch?v=6qHFkGE7c0E

Reportagem Antropofágica: Daniel Aymore Ferreira(DAF)
Vídeos e Edição : Heber Biella


O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://cultura.estadao.com.br/noticias/teatro,nucleo-bartolomeu-de-depoimentos-evoca-marietta-baderna,1562247
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Sistema Cantareira em 18/09/14: 8,6% .Vai Faltar Água. Preparem-Se!

https://www.youtube.com/watch?v=P8UKpYRh3rg#t=248

Como Proteger Coisas que (r)Existem? Parque dos Búfalos ou Linear da Pedreira

Em 16/09/14, houve uma reunião da Comissão Extraordinária de Meio Ambiente da Câmara Municipal que não teve quórum(o menor número exigido de vereadores são 4 e estavam presentes apenas 3, Gilberto Natalini PV-SP, Aurelio Nomura PSDB-SP e Sandra Tadeu DEM-SP, AUSENTES: Nabil Bonduki PT-SP, Paulo Fiorillo PT-SP, Markito PTB-SP, David Soares PSD-SP.) para deliberações. 

                                                       fotos Liliane N





Então houve apenas uma reunião informal que tratou a denúncia feita por moradores do entorno da Av Cidade Jardim e da Marginal Pinheiros contra obra realizada pela construtora JHSf denominada Bosque Cidade Jardim que já desmatou 2000 árvores.

Após encerrar esta pauta, o presidente da comissão, Vereador GIlberto Natalini, passou a presidência ao vereadore Aurélio Nomura e a maior parte dos presentes se ausentou do auditório Prestes Maia, no primeiro andar da Câmara Municipal e não presenciou o protesto feito por Wesley Guarani-Kaiowaa, em nome do coletivo Salvem a Represa Billings e o Parque dos Búfalos:



https://blu178.mail.live.com/?tid=cmWVBM70ZA5BGjOwAhWtfm3A2&fid=flinbox

vídeos Minha Sampa


Como Proteger Coisas que (r)Existem? ÁGUA, líquida e INCERTA.

No dia 16 de setembro de 2014, o jornal paulistano Folha de São Paulo, promoveu um debate sobre a crise hídrica. Na mesa debatedora, presença do jornalista da Folha de São Paulo, Marcelo Leite(mediador), do presidente da Agência Nacional de Águas Vicente Andreu Guillo, da CEO da ong ambientalista WWF Maria Cecília Wey de Brito, do secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia Carlos Nobre e do secretário Estadual de Recursos Hídricos de SP Mauro Arce. Na platéia, leitores do jornal, jornalistas e membros de coletivos ativistas.

Mauro Arce afirmou que a crise hídrica atual em SP não é provocada pela falta de planejamento do governo estadual de SP e que se deve a maior estiagem da história. Disse ainda que o Sistema Cantareira contava ontem com 8,9% de sua capacidade e, que se não chovesse nos próximos meses, o abastecimento estaria assegurado para mais 90 dias. Rebateu críticas ao não racionamento de água que no entender dele prejudicaria o acesso à água por parte das famílias mais pobres. Defendeu a economia de água espontânea por parte dos usuários, suficiente segundo ele, para a situação de escassez atual. Negou ainda qualquer manobra do governo do estado de SP para evitar danos à candidatura de Geraldo Alckmin à reeleição este ano. O Governador aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto com cerca de 48%, bem à frente de seus oponentes.

Maria Cecília Wey de Brito ampliou a responsabilidade pela crise hídrica para a esfera federal e municipal que são tíbias no combate ao desmatamento e a ocupação dos mananciais. Além disso, criticou veementemente o Governo do Estado de SP pelo descaso com os parques estaduais e com a gestão da crise da água.

Carlos Nobre disse que a população do Sudeste deve começar a se acostumar com uma maior frequência de Secas, que já vem acontecendo na Amazônia e que esta crise de falta de água é grave, com possibilidade de piora.

Vicente Guillo argumentou que a partidarização da crise da água prejudica os esforços que deveriam ser realizados em conjunto por municípios, estados e pela União.Criticou ainda a gestão conjunta de fornecimento de água para consumo humano e para geração de energia elétrica. Ao ser questionado sobre a transposição do Rio São Francisco, disse que a mesma deve ser concluída em 2015 e que levará água a centros de distribuição estratégicos em alguns estados do Nordeste, que terão autonomia para dividi-la em seus territórios.

Daniel Aymore Ferreira(DAF) afixou lambe(feito de papel jornal Folha e tinta guache) na parede do auditório da Folha de São Paulo que sediou o debate da crise da água com a seguinte pergunta: Como Proteger Coisas que (r)Existem?, convidou os presentes para o mutirão de limpeza da Represa Billings que acontecerá em 21/09/14, dia da árvore no Parque dos Búfalos(ameaçado pela construção de prédios)  e ao final entrevistou o Secretário de Recursos Hídricos Mauro Arce. Mauro Arce respondeu às seguintes perguntas:

1. A distribuição de lucro aos acionistas da SABESP prejudicou a empresa em sua capacidade de investimentos para minimizar o desperdício de água pela rede de distribuição(estimado hoje em 25% na cidade de SP, segundo dados da SABESP) e para realizar a construção do Sistema São Lourenço/Vale do Ribeira?

2. A SABESP trata água como Mercadoria?

3.Qual é a situação do Sistema Cantareira em 16/09/2014?

4. A Secretaria de Recursos Hídricos tomou conhecimento da aprovação de implantação de condomínio de casas de veraneio às margens da represa mais comprometida do Sistema Cantareira na cidade de Joanópolis?

5.O Governador Geraldo Alckmin não instituiu o racionamento de água para evitar a perda de sua reeleição?

Vejam as respostas do Secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo Mauro Arce  às perguntas feitas por DAF em entrevista realizada ao final do debate sobre a crise hídrica promovido pelo jornal Folha de São Paulo em seu auditório em 16/09/2014 :



vídeo: Marcelo Mig



vídeo Marcelo Bolzan


Como Proteger Coisas que (r)Existem? Bibliotecas Públicas

Em 04 de setembro de 2014, a TV Gazeta veiculou reportagem a respeito da resistência da frequência e visitação às bibliotecas públicas municipais de São Paulo mesmo após a disseminação da internet e da maior inclusão digital.



 A biblioteca pública surgiu no começo do séc. XIX, com o movimento liderado por Horace Mann e Henry Barnard, em favor da educação para todos os segmentos da sociedade.

Mário de Andrade, intelectual paulistano, e um dos artífices da Semana de Arte Moderna de 1922, disse em 1939 :
“A criação de bibliotecas populares me parece uma das atividades mais necessárias para o desenvolvimento da cultura brasileira. Não é que essas bibliotecas venham a resolver qualquer dos dolorosos problemas de nossa cultura, como o analfabetismo, ou o da criação de professores de ensino secundário, por exemplo..., mas a divulgação entre o povo do hábito de ler bem orientado criará uma população urbana mais clara, com vontade própria, menos indiferente à vida nacional. Será talvez esse um passo agigantado para a estabilização de uma entidade racial que se encontra em extremo desprovida de outras forças de unificação”

Em 1972 a UNESCO produz um Manifesto sobre a Biblioteca Pública em que a define como

 "Uma instituição democrática de educação, cultura e informação , demonstração prática da fé da democracia na educação universal considerada como um processo contínuo ao longo de toda a vida e no reconhecimento de que a natureza do homem se realiza no saber e na cultura; principal meio de proporcionar a todos o livre acesso aos registros dos conhecimentos e das idéias do homem e às expressões de sua imaginação criadora;  A Biblioteca Pública tem a preocupação de reanimar o espírito do homem, proporcionando-lhe livros que divirtam e sejam gratificantes, de assistir o estudante e de ter à disposição dos interessados informações técnicas, científicas e sociológicas atualizadas. "

Em Censo realizado em 2009 pela Fundação Getulio Vargas a pedido do Ministério da Cultura, cerca de um quinto dos municípios brasileiros não possuia biblioteca pública.

A falta de hábito de leitura é um grave problema para os brasileiros: lê-se em média no país apenas 4 livros por ano, sendo que apenas dois são inteiramente lidos. É o que mostrou a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2012.  
Embora 67% dos brasileiros saibam que existe uma biblioteca perto de seus lares, apenas 1 em cada 4 cidadãos as freqüentam, de acordo com o Retratos da Leitura. A má condição dos estabelecimentos é um dos principais fatores que contribuem para esse distanciamento do público. O Retratos da Leitura mostra que 20% dos leitores do país não vão às bibliotecas por causa da precariedade dos estabelecimentos.

Prédios velhos, falta de acervo, verba curta, má administração, entre outros, são alguns dos motivos que afastam o público das bibliotecas, e, consequentemente, da leitura. Se os brasileiros leem pouco, uma das causas é certamente a falta de acesso que a população tem aos livros.

Fazer com que as bibliotecas tenham maior alcance e sejam disseminadoras do conhecimento é um desafio e tanto, mas, é possível, como mostram experiências bem-sucedidas pelo Brasil. Conheça a seguir algumas ações que contribuem para a valorização das bibliotecas e estimulam o prazer da leitura.






Como Proteger Coisas que (r)Existem? Parque Augusta sem Prédios na 31 Bienal de São Paulo

Como Proteger Coisas que (r)Existem? Parque Augusta Sem Prédios Já!
Concepção da Intervenção: Daniel Aymore Ferreira DAF
Inserção: 14/09/14, Parque do Ibirapuera, Fundação Bienal, Auditório Ibirapuera
foto e vídeo: Mariana Eduarda


Vídeo: Hosana Silva

http://www.youtube.com/watch?v=lUPIUMyNEXk


fotos Eber de Gois





 foto Cesar Silva



vídeo:Daniel Aymore Ferreira
equipamento e postagem: Creusa Silva