GRUPO DO BEM ESTAR E DA FELICIDADE - Pessoas que se Encontram para colocar a ARTE Emancipatória, a CIÊNCIA HUMANISTA(com ênfase na Educação Popular), a ESPIRITUALIDADE ecumênica não doutrinária inserida na Cultura de PAZ e de Não Violência e a CIDADANIA Ampliada a serviço do BEM ESTAR e da FELICIDADE.
O Blues de JAMES COTTON e o PARQUE AUGUSTA SEM PRÉDIOS: DESEJO E OBSESSÃO
O Movimento Parque Augusta Sem Prédios, há 40 anos impede a especulação imobiliária de destruir o último santuário verde do centro da cidade de São Paulo. Em Julho de 2013, realizou mais uma intervenção ao lado da música do inesquecível James Cotton, a lenda do Blues:
fotos: James Cotton em três momentos de sua carreira/Reprodução Internet
Ouça a Música de James Cotton e veja a Intervenção em Defesa do Parque Augusta na Avenida Paulista, em Julho de 2013, na cidade de São Paulo:
Mais Saúde: Espaço Tempo da Cidade Lúdica 18/10/14
No dia 18/10/14, o Grupo do Bem Estar e da Felicidade, realizou Mais Saúde: Espaço Tempo da Cidade Lúdica que teve como programação:
fotos: DAF
fotos: André Stu
fotos: Aline Izabel
vídeo: Robson Fernandes https://www.youtube.com/watch?v=xjoPI5Dk5Rs&feature=youtu.be
- visita a feira Orgânica do Parque da Àgua Branca;
- manifestação em defesa do Parque Augusta Sem Prédios e de todos os parques ameaçados de SP(como o Parque da Mooca, o Parque da Vila Ema, o Parque dos Búfalos, o Parque Burle Marx...) na Feira Orgânica do Parque da Água Branca;
- Exercícios de Calistenia e de Alongamento Muscular na Área de Atividade Física do Parque da Água Branca;
- visita ao V Festival de Gastronomia Orgânica, realizado no Parque da Água Branca;
- realização de Meditação e de Yoga/Pranayama no Parque da Água Branca;
- expedição através de parte do trajeto do Córrego da Água Preta, que parcela significativa da população paulistana deseja ver permeabilizado;
- visita a exposição sobre a Arquitetura Política de Lina Bo Bardi no ano de seu centenário, no SESC Fábrica Pompéia, um dos legados da artista.
- Realização de Roda de Conversa sobre as Convergências do legado de Lina Bo Bardi com lutas presentes na cidade de São Paulo como a implantação de parques urbanos(caso do Parque Augusta), e de urbanização de comunidades como a Favela do Moinho, com a implantação do novo plano Diretor Estratégico da cidade De SP e com referências literarias como "O Anti Édipo" de Deleuze e Guatarri em interação com a equipe do educativo da exposição sobre Arquitetura Política de Lina Bo Bardi.
fotos: DAF
fotos: Sylvia Wachsner
fotos: Aline Izabel
Grupo do Bem Estar e da Felicidade na Audiência Pública sobre o Orçamento 2015 para a Saúde Pública da cidade de SP na Câmara Municipal
No dia 19/10/14, houve a audiência pública do orçamento 2015 para a Saúde Pública da cidade de SP, ocorrida na Câmara Municipal de São Paulo.
A ausência do secretário municipal de Saúde e da maioria dos conselheiros e conselheiras municipais de saúde deve ser registrada e indica a falta de prestígio por parte do poder público de uma atividade importante inserida no controle social e na participação comunitária das políticas públicas, num momento histórico marcado pela insatisfação popular em relação a qualidade da representação política partidária.
Outro fato a se lamentar foi a insuficiente divulgação do calendário de audiências públicas sobre a peça orçamentária municipal de SP para 2015. A primeira audiência pública geral sobre o orçamento de SP para 2015 aconteceu em 16/10/14, tendo sido anunciada no mesmo dia 16/10/14 pela prefeitura do município de SP.
O horário das audiências públicas sobre o orçamento municipal de SP (10 hs) impede o amplo acesso da população paulistana e diminui a legitimidade e a representatividade das audiências.
Para agravar o triste quadro, apenas quatro vereadores (a Câmara Municipal de SP tem 55) estavam presentes a audiência pública sobre o Orçamento 2015 da área temática SAÚDE, principal reclamação e reivindicação da população que mora e trabalha em São Paulo. Os Vereadores Paulo Fiorillo(PT-SP), Aurélio Nomura(PSDB-SP), Ricardo Nunes(PMDB-SP) estavam presentes à mesa diretora dos trabalhos. Ricardo Young(PPS-SP) participou do plenário da Câmara Municipal. Vale assinalar a ausência precoce dos vereadores Ricardo Young e Paulo Fiorillo da referida audiência, permanecendo até o final da mesma, apenas Ricardo Nunes e Aurélio Nomura. Apenas 2 vereadores de SP presentes em uma audiência que deveria ser tão relevante para os paulistanos e paulistanas...
Na primeira parte da audiência pública, houve a apresentação da peça orçamentária da saúde pública municipal de 2015 pela chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde e da situação orçamentária do Hospital do Servidor Público Municipal de SP (HSPM) pela sua superintendente Regina Athiê e posterior debate. Os Vereadores Ricardo Nunes, Aurélio Nomura e Ricardo Young questionaram a não dotação orçamentária das reformas do HSPM reivindicadas pelo funcionalismo público municipal, o alto custo com a manutenção do sistema de informações. Daniel Aymore Ferreira (DAF) do Grupo do Bem Estar e da Felicidade, perguntou à superintendente do HSPM quis eram alguns indicadores de gestão da instituição como taxa de ocupação, média de permanência, taxa de infecção hospitalar, taxa de absenteísmo dos colaboradores, e porcentagem do comprometimento do orçamento da instituição com folha de pagamento e materiais e medicamentos. A Superintendente alegou que não possuía estes dados naquele momento e se comprometeu a enviar as respostas pertinentes, através de meios eletrônicos, ao Grupo do Bem Estar e da Felicidade.Alguns populares questionaram a inadequação de haver um Hospital Exclusivo para Atendimento dos Funcionários Públicos Municipais de SP, o que poderia ser interpretado, no entendimento destas pessoas, num desrespeito aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
foto: Creusa Silva
Na Segunda parte da Audiência pública sobre o Orçamento da Saúde Pública de SP para o ano de 2015, houve o debate sobre as dotações do fundo municipal de saúde e da Autarquia Hospitalar Muncipal de SP. Daniel Aymore Ferreira(DAF) do grupo do Bem Estar e da Felicidade, e da Rede Novos Parques SP questionou a falta de investimentos municipais na construção e implantação de novas Unidades de Referência do Idoso(URSIs), a não ampliação da Estratégia da Saúde da Família na cidade de SP, o não investimento de recursos públicos em promoção de saúde(como grupos de educação popular), o baixo investimento municipal na manutenção dos conselhos gestores e conselho municipal de Saúde, a não inclusão das hortas urbanas em unidades de saúde, a não inclusão de plantas medicinais e outras estratégias de medicina integrativa nas UBSs, a não implantação de rede de restaurantes populares vegetarianos orgânicos e de mais feiras orgânicas em todas as subprefeituras de SP e a não implantação de parques urbanos em SP(foram lembrados os Parque Augusta(Lei Municipal 15.941 de 24/12/13 sancionada pelo Prefeito Haddad e não implantado), Parque dos Búfalos, Parque da Mooca, Parque da Vila Ema, Parque Brasilândia e outros). Vale lembrar que a Organização Mundial de Saúde preconiza 12 metros quadrados de área verde para cada habitante para se evitar incidência de doenças cardiovasculares, respiratórias e psiquiátricas e a cidade de São Paulo, em 2014, apresenta um péssimo indicador: apenas 2 metros de área verde por habitante.
fotos: Creusa Silva
O Orçamento de Saúde Pública da Cidade de SP para o ano de 2015 será de R$ 9.449.000,00 (9 bilhões e quatrocentos e quarenta e nove mil reais).
Algumas naturezas de despesas importantes:
FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SP
implantação de Unidades de Referência de Saúde do Idoso (URSI) R$ 500.000,00
construção de Centros de Reabilitação R$ 52.000,00
implantação de Centros de Atenção Psicosocial(CAPS) R$ 39.070.000,00
implantação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) R$ 86.282,00
implantação da Rede Hora Certa R$ 50.500.000,00
operação e manutenção de UBS e Especialidades R$ 253.423.655,00
operação e manutenção de serviços de diagnóstico(SADT) R$ 2.297.346.975,00
construção e instalação de hospitais R$ 210.900.000,00
construção e reformas de Unidades de Pronto Antendimento(UPAs) R$ 130.130.000,00
operação e manutenção Hospitais, Pronto Socorros e Pronto Atendimentos R$ 820.780.724,00
operação e manutenção do Serviço de Atenção Médica de Urgência(SAMU) R$ 41.400.000,00
administração de materiais e medicamentos R$ 88.243.700,00
sistema municipal de regulação/controle/avaliação/auditoria do SUS R$ 836.785.000,00
servidores comissionados("cargos de confiança") no HSPM R$ 18.156.000,00
operação e manutenção do Programa Melhor em Casa R$ 10.461.100,00
operação e manutenção da assistência farmacêutica municipal R$ 227.677.800,00
operação e manutenção da vigilância em Saúde R$ 115.331.000,00
operação e manutenção de serviços de Doenças Sexualmente Transmissíveis
e AIDS(DST/AIDS) R$ 21.141.100,00
operação e manutenção dos Conselhos Participativos Municipais de Saúde R$ 289.700,00
formação e capacitação dos servidores municipais de saúde R$ 20.885.900,00
conferências municipais de saúde R$ 330.200,00
TOTAL DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SP R$ 7.750.963.460,00
AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL DE SP
administração das unidades R$ 672.161.867,00
manutenção dos sistemas de informação R$ 12.664.188,00
reforma de hospitais R$ 64.702.520,00
operação e manutenção de hospitais, PSs e PAs R$ 549.112.446,00
TOTAL DO AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL DE SP R$ 1.298.641.021,00
Em relação a EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DA SAÚDE PÚBLICA MUNICIPAL DE SP EM 2014, chamam a atenção, de forma significativa:
a ausência de investimentos municipais em construção de Unidades de Referência de Saúde do Idoso(URSIs), em 2014; A cidade de São Paulo possui apenas 04(quatro) URSIs para cobrir todo o seu território.
a ausência de investimenos municipais em construção de Centros de Atenção Psicossocial(CAPS), que prestam atendimentos na área de saúde mental, lacuna grave do SUS e demanda prioritária da população SUS dependente.
o insuficiente investimento municipal na implantação de Centros Especializados em Reabilitação(CER), fundamentais para o atendimento da população deficiente, que foi de apenas R$ 200.00,00
a terceirização dos serviços de assistência a saúde no âmbito do município de SP a grupos e organizações da iniciativa privada ou do terceiro setor, com grande redução do protagonismo da prefeitura de SP na gestão e operação do SUS;este fenômeno fica patente através da alocação de recursos públicos para pagamentos de terceiros em 2014:
ausência da realização da Conferência Municipal de Saúde em 2014;
ANÁLISE RESUMIDA DA PEÇA ORÇAMENTÁRIA DA SAÚDE PÚBLICA DE SP PARA 2015-DAF
foto: Almir Mattos
A Peça Orçamentária da Saúde Pública Municipal de SP revela:
baixos investimentos em promoção da saúde, responsável pela mudança do estilo de vida da população, como hábitos alimentares e prática contínua de atividades físicas. Cerca de 90% dos agravos à saúde são causados por estilo de vida inadequado.
grandes investimentos em atendimento hospitalar e de urgência, que sempre envolve gastos com parque tecnológico , que não gera vínculo com a população e o território, tampouco afeta a mudança do estilo de vida das pessoas com o objetivo de evitar a incidência das doenças crônico-degenerativas como Hipertensão Arterial Sistêmica ou "pressão alta", diabetes, obesidade, responsáveis por sua vez pelas principais causas de mortalidade em SP, no Brasil e no Mundo, como Acidentes Vasculares Cerebrais(AVCs ou derrames cerebrais) , Infartos Agudos do Miocárdio(IAMs);
a Estratégia da Saúde da Família, principal política pública efetiva no Brasil, responsável pelo declínio das taxas de mortalidade e de fecundidade, pelo aumento da expectativa de vida e pela mudança do estilo de vida da população brasileira cobre apenas metade da população que mora e trabalha na cidade de São Paulo. Sua ampliação ou expansão não acontece há alguns anos. Sua operação ocorre exclusivamente por meio das chamadas Organizações Sociais de Saúde(OSS), com funcionários não concursados, contratados por meio da Consolidação das Legislações Trabalhistas(CLT); A Rubrica orçamentária alusiva a Estratégia da Saúde da Família desapareceu nas peças orçamentárias municipais de São Paulo nos anos de 2014 e 2015;
vídeos Creusa Silva:
https://www.youtube.com/watch?v=I37FamKxhR8
https://www.youtube.com/watch?v=_NyWgvMrR3M
vídeo TV Câmara : https://www.youtube.com/watch?v=tVrSYZm9scw&list=UUP8XlGjPSGj8JkuZ8hgDAJw
A ausência do secretário municipal de Saúde e da maioria dos conselheiros e conselheiras municipais de saúde deve ser registrada e indica a falta de prestígio por parte do poder público de uma atividade importante inserida no controle social e na participação comunitária das políticas públicas, num momento histórico marcado pela insatisfação popular em relação a qualidade da representação política partidária.
Outro fato a se lamentar foi a insuficiente divulgação do calendário de audiências públicas sobre a peça orçamentária municipal de SP para 2015. A primeira audiência pública geral sobre o orçamento de SP para 2015 aconteceu em 16/10/14, tendo sido anunciada no mesmo dia 16/10/14 pela prefeitura do município de SP.
O horário das audiências públicas sobre o orçamento municipal de SP (10 hs) impede o amplo acesso da população paulistana e diminui a legitimidade e a representatividade das audiências.
Para agravar o triste quadro, apenas quatro vereadores (a Câmara Municipal de SP tem 55) estavam presentes a audiência pública sobre o Orçamento 2015 da área temática SAÚDE, principal reclamação e reivindicação da população que mora e trabalha em São Paulo. Os Vereadores Paulo Fiorillo(PT-SP), Aurélio Nomura(PSDB-SP), Ricardo Nunes(PMDB-SP) estavam presentes à mesa diretora dos trabalhos. Ricardo Young(PPS-SP) participou do plenário da Câmara Municipal. Vale assinalar a ausência precoce dos vereadores Ricardo Young e Paulo Fiorillo da referida audiência, permanecendo até o final da mesma, apenas Ricardo Nunes e Aurélio Nomura. Apenas 2 vereadores de SP presentes em uma audiência que deveria ser tão relevante para os paulistanos e paulistanas...
Na primeira parte da audiência pública, houve a apresentação da peça orçamentária da saúde pública municipal de 2015 pela chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde e da situação orçamentária do Hospital do Servidor Público Municipal de SP (HSPM) pela sua superintendente Regina Athiê e posterior debate. Os Vereadores Ricardo Nunes, Aurélio Nomura e Ricardo Young questionaram a não dotação orçamentária das reformas do HSPM reivindicadas pelo funcionalismo público municipal, o alto custo com a manutenção do sistema de informações. Daniel Aymore Ferreira (DAF) do Grupo do Bem Estar e da Felicidade, perguntou à superintendente do HSPM quis eram alguns indicadores de gestão da instituição como taxa de ocupação, média de permanência, taxa de infecção hospitalar, taxa de absenteísmo dos colaboradores, e porcentagem do comprometimento do orçamento da instituição com folha de pagamento e materiais e medicamentos. A Superintendente alegou que não possuía estes dados naquele momento e se comprometeu a enviar as respostas pertinentes, através de meios eletrônicos, ao Grupo do Bem Estar e da Felicidade.Alguns populares questionaram a inadequação de haver um Hospital Exclusivo para Atendimento dos Funcionários Públicos Municipais de SP, o que poderia ser interpretado, no entendimento destas pessoas, num desrespeito aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
foto: Creusa Silva
Na Segunda parte da Audiência pública sobre o Orçamento da Saúde Pública de SP para o ano de 2015, houve o debate sobre as dotações do fundo municipal de saúde e da Autarquia Hospitalar Muncipal de SP. Daniel Aymore Ferreira(DAF) do grupo do Bem Estar e da Felicidade, e da Rede Novos Parques SP questionou a falta de investimentos municipais na construção e implantação de novas Unidades de Referência do Idoso(URSIs), a não ampliação da Estratégia da Saúde da Família na cidade de SP, o não investimento de recursos públicos em promoção de saúde(como grupos de educação popular), o baixo investimento municipal na manutenção dos conselhos gestores e conselho municipal de Saúde, a não inclusão das hortas urbanas em unidades de saúde, a não inclusão de plantas medicinais e outras estratégias de medicina integrativa nas UBSs, a não implantação de rede de restaurantes populares vegetarianos orgânicos e de mais feiras orgânicas em todas as subprefeituras de SP e a não implantação de parques urbanos em SP(foram lembrados os Parque Augusta(Lei Municipal 15.941 de 24/12/13 sancionada pelo Prefeito Haddad e não implantado), Parque dos Búfalos, Parque da Mooca, Parque da Vila Ema, Parque Brasilândia e outros). Vale lembrar que a Organização Mundial de Saúde preconiza 12 metros quadrados de área verde para cada habitante para se evitar incidência de doenças cardiovasculares, respiratórias e psiquiátricas e a cidade de São Paulo, em 2014, apresenta um péssimo indicador: apenas 2 metros de área verde por habitante.
fotos: Creusa Silva
O Orçamento de Saúde Pública da Cidade de SP para o ano de 2015 será de R$ 9.449.000,00 (9 bilhões e quatrocentos e quarenta e nove mil reais).
Algumas naturezas de despesas importantes:
FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SP
implantação de Unidades de Referência de Saúde do Idoso (URSI) R$ 500.000,00
construção de Centros de Reabilitação R$ 52.000,00
implantação de Centros de Atenção Psicosocial(CAPS) R$ 39.070.000,00
implantação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) R$ 86.282,00
implantação da Rede Hora Certa R$ 50.500.000,00
operação e manutenção de UBS e Especialidades R$ 253.423.655,00
operação e manutenção de serviços de diagnóstico(SADT) R$ 2.297.346.975,00
construção e instalação de hospitais R$ 210.900.000,00
construção e reformas de Unidades de Pronto Antendimento(UPAs) R$ 130.130.000,00
operação e manutenção Hospitais, Pronto Socorros e Pronto Atendimentos R$ 820.780.724,00
operação e manutenção do Serviço de Atenção Médica de Urgência(SAMU) R$ 41.400.000,00
administração de materiais e medicamentos R$ 88.243.700,00
sistema municipal de regulação/controle/avaliação/auditoria do SUS R$ 836.785.000,00
servidores comissionados("cargos de confiança") no HSPM R$ 18.156.000,00
operação e manutenção do Programa Melhor em Casa R$ 10.461.100,00
operação e manutenção da assistência farmacêutica municipal R$ 227.677.800,00
operação e manutenção da vigilância em Saúde R$ 115.331.000,00
operação e manutenção de serviços de Doenças Sexualmente Transmissíveis
e AIDS(DST/AIDS) R$ 21.141.100,00
operação e manutenção dos Conselhos Participativos Municipais de Saúde R$ 289.700,00
formação e capacitação dos servidores municipais de saúde R$ 20.885.900,00
conferências municipais de saúde R$ 330.200,00
TOTAL DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SP R$ 7.750.963.460,00
AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL DE SP
administração das unidades R$ 672.161.867,00
manutenção dos sistemas de informação R$ 12.664.188,00
reforma de hospitais R$ 64.702.520,00
operação e manutenção de hospitais, PSs e PAs R$ 549.112.446,00
TOTAL DO AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL DE SP R$ 1.298.641.021,00
Em relação a EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DA SAÚDE PÚBLICA MUNICIPAL DE SP EM 2014, chamam a atenção, de forma significativa:
a ausência de investimentos municipais em construção de Unidades de Referência de Saúde do Idoso(URSIs), em 2014; A cidade de São Paulo possui apenas 04(quatro) URSIs para cobrir todo o seu território.
a ausência de investimenos municipais em construção de Centros de Atenção Psicossocial(CAPS), que prestam atendimentos na área de saúde mental, lacuna grave do SUS e demanda prioritária da população SUS dependente.
o insuficiente investimento municipal na implantação de Centros Especializados em Reabilitação(CER), fundamentais para o atendimento da população deficiente, que foi de apenas R$ 200.00,00
a terceirização dos serviços de assistência a saúde no âmbito do município de SP a grupos e organizações da iniciativa privada ou do terceiro setor, com grande redução do protagonismo da prefeitura de SP na gestão e operação do SUS;este fenômeno fica patente através da alocação de recursos públicos para pagamentos de terceiros em 2014:
- na operação e manutenção das UBS e Especialidades dos R$30.164.325,00 gastos R$ 27.603.471,00 foram despesas com serviços prestados por terceiros
- na operação e manutenção das Unidades Hospitalares,pronto socorros e pronto atendimentos dos R$ 633.826.478,00 gastos R$ 479.294.741,00 foram despesas com serviços prestados por terceiros;
- na operação e manutenção do SAMU dos R$ 82.890.00,00 gastos pela cidade de SP R$ 35.683.250,00 foram despesas com serviços prestados por terceiros;
- na operação e manutenção da assistência farmacêutica municipal dos R$ 111.887.647,00 r$ 20.339.145,00 foram despesas com serviços prestados por terceiros;
ausência da realização da Conferência Municipal de Saúde em 2014;
ANÁLISE RESUMIDA DA PEÇA ORÇAMENTÁRIA DA SAÚDE PÚBLICA DE SP PARA 2015-DAF
foto: Almir Mattos
A Peça Orçamentária da Saúde Pública Municipal de SP revela:
baixos investimentos em promoção da saúde, responsável pela mudança do estilo de vida da população, como hábitos alimentares e prática contínua de atividades físicas. Cerca de 90% dos agravos à saúde são causados por estilo de vida inadequado.
grandes investimentos em atendimento hospitalar e de urgência, que sempre envolve gastos com parque tecnológico , que não gera vínculo com a população e o território, tampouco afeta a mudança do estilo de vida das pessoas com o objetivo de evitar a incidência das doenças crônico-degenerativas como Hipertensão Arterial Sistêmica ou "pressão alta", diabetes, obesidade, responsáveis por sua vez pelas principais causas de mortalidade em SP, no Brasil e no Mundo, como Acidentes Vasculares Cerebrais(AVCs ou derrames cerebrais) , Infartos Agudos do Miocárdio(IAMs);
a Estratégia da Saúde da Família, principal política pública efetiva no Brasil, responsável pelo declínio das taxas de mortalidade e de fecundidade, pelo aumento da expectativa de vida e pela mudança do estilo de vida da população brasileira cobre apenas metade da população que mora e trabalha na cidade de São Paulo. Sua ampliação ou expansão não acontece há alguns anos. Sua operação ocorre exclusivamente por meio das chamadas Organizações Sociais de Saúde(OSS), com funcionários não concursados, contratados por meio da Consolidação das Legislações Trabalhistas(CLT); A Rubrica orçamentária alusiva a Estratégia da Saúde da Família desapareceu nas peças orçamentárias municipais de São Paulo nos anos de 2014 e 2015;
vídeos Creusa Silva:
https://www.youtube.com/watch?v=I37FamKxhR8
https://www.youtube.com/watch?v=_NyWgvMrR3M
vídeo TV Câmara : https://www.youtube.com/watch?v=tVrSYZm9scw&list=UUP8XlGjPSGj8JkuZ8hgDAJw
" O ANTI-ÉDIPO" - Capitalismo e Esquizofrenia - Gilles Deleuze / Félix Guatarri
COMO PODEMOS NÓS DESEJARMOS A SERVIDÃO, A EXPLORAÇÃO E A TORTURA??????
Livro seminal publicado em 1972,de Deleuze(filósofo) e Guatarri(psiquiatra e psicanalista heterodoxo), ambos franceses, gestado sob a influência dos acontecimentos contestatórios de Maio de 1968, dos quais ambos participaram, ainda que sem se conhecer pessoalmente.
Foto: Deleuze(E) e Guatarri em momento de descontração no início da década de 70
extraída de http://speakingmatter.wordpress.com
Trata-se de obra de cunho marxista, militante e revolucionário. Formula nova Teoria do Desejo. Ataca a Edipianização empreendida pela Psicanálise de Freud e de Lacan, que funcionaria como aparelho de repressão sobre a produção desejante.
FOTO: reprodução extraída de www.esquizofrenia.com.br
O Capitalismo e a sociedade burguesa usam Édipo para transformar as pessoas em Neuróticos Castrados."O que isso significa ? " é a pergunta chave. O Consumo fornece "alívio" à angústia existencial. O desejo é esvaziado. A experimentação é negligenciada. O Medo impera. A segurança dos pilares do "status quo" não é ameaçada.
Foto:reprodução da pintura Édipo e a Esfinge, de Ingres extraída de http://www.fflch.usp.br/dh/heros/FMP/edipo.htm
Três máquinas sociais(a máquina primitiva dos selvagens, a máquina despótica dos selvagens e a máquina capitalista dos civilizados) são descritas no livro de Deleuze e Guatarri como forças neutralizadoras do desejo.
Deleuze e Guatarri afirmam que o modo de vida esquizofrênico resiste a esta Edipianização do Mundo e da Vida. O Esquizofrênico é Nômade(Desterritorialização-Reterritorialização). O Esquizofrênico é Mutante. O Esquizofrênico não Cria Raízes. O Esquizofrênico não se deixa Interpretar. O Esquizofrênico não se deixa Capturar. Experimentar é mais relevante que Interpretar. "Como isso funciona?" é o mote constante.O Esquizofrênico quer e precisa desesperadamente da Intensidade. Repetir é Insuficiente. Desorganizar-se e Perder-se. Transitoriamente(essencial para evitar a clausura)... Para se Encontrar Genuinamente. Para Desenvolver o CORPO SEM ÓRGÃOS. O Esquizofrênico despreza instituições. Não é Gregário. Prefere a Exceção à Regra.
Foto:Reprodução da Pintura "O Grito" de Edward Munch
Para o filósofo e professor Luiz Orlandi, poderíamos reunir as teses de " O Anti Édipo":
1.O Inconsciente funciona como uma fábrica e não como um teatro;
2.O Delírio, ou o Romance, é histórico Mundial e NÃO FAMILIAR;
3.Há uma História Universal, que é da Contingência.
COMO PODEMOS NÓS DESEJARMOS A SERVIDÃO, A EXPLORAÇÃO E A TORTURA??????
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