Reposta de Dona Ana Dulce do Movimento Parque Augusta Sem Prédios à João...

Parque dos Búfalos em SP: Um Santuário das Águas Ameaçado Pela Construçã...

O Parque Linear da Pedreira, ou Parque dos Búfalos(recebeu este nome popular em virtude da existência de rebanho destes animais há muito tempo; hoje não há mais búfalos no local, apenas cavalos, vacas e bois podem ser vistos) é uma magnifica área verde localizada ás margens da poluída represa Billings, ao lado da comunidade do Jardim Apurá, Pedreira, zona sul de São Paulo.


                                                           foto: Heber Biella

A área permaneceu intacta, durante todos estes anos, resistindo inclusive à ocupação de movimentos locais de moradia, que sempre viram no Parque dos Búfalos um importante espaço de lazer e de preservação ambiental. O local possui mais de 11 nascentes de água, Matas Ciliares típicas da Mata Atlântica, e significativa fauna.

Havia um decreto de utilidade pública que indicava o interesse do município de São Paulo na conversão da área em parque municipal, que foi revogado no final de 2013, pelo prefeito Fernando Haddad. A prefeitura de São Paulo tenciona construir prédios enquadrados como habitação de interesse social(HIS).O Movimento que defende o Parque dos Búfalos sem Prédios já mapeou e indicou várias outras áreas livres e compatíveis que poderiam receber o projeto de construção de habitação popular.

A População do Jardim Apurá e adjacências são frontalmente contrárias à construção dos prédios, assim como os organismos de preservação ambiental, uma vez que se o intento da prefeitura de SP for concretizado haverá definitivo prejuízo à Represa Billings, um importante manancial produtor de água para consumo humano futuramente,levando-se em consideração a atual gravíssima crise hídrica, causada pela incompetência e omissão da SABESP(que é empresa de capital misto e que vende ações na bolsa de Valores de SP e de Nova Yorque e que distribui lucros aos seus acionistas) e do Governo do Estado de  SP(que não investiram na construção de mais reservatórios como o de São Lourenço, Vale do Ribeira,por exemplo), pelo desmatamento da Floresta  Amazônica(responsável pelo fenômeno dos chamados "rios voadores", massa de vapor de água evaporada pela floresta tropical, empurrada para o Sudeste pelo Corredor das Cordilheiras dos Andes e fonte de precipitação sobre o Sudeste brasileiro) e pela ocupação irregular de áreas de manancial na cidade de São Paulo com a omissão da prefeitura de São Paulo, em várias gestões de partidos diferentes.



A Comissão do Verde e do Meio Ambiente e a Frente Parlamentar de Sustentabilidade da Câmara Muncipal de SP receberam a comunidade do Jardim Apurá e os apoiadores do Parque dos Búfalos sem Prédios(como a Constelação Parque Augusta Sem Prédios e a Rede Novos Parques SP) em várias audiências e realizaram visita ao Parque dos Búfalos em 22/11/14.

                                                    foto: |Heber Biella

                                                        foto: Daiani Mistieri

A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo também acolheu a comunidade defensora do Parque dos Búfalos sem Prédios e promoverá audiência pública sobre a questão do Parque dos Búfalos em 13/11/14, às 19 hs. no auditório Teotônio Vilela.


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Intervenção Urbana Ladeira da Memória(200 anos em 2014), Centro de São Paulo
Guache sobre algodão
Concepção e Foto: DAF




A Ladeira da Memória completa 200 anos em 2014. No ano de seu bicentenário, a Prefeitura de São Paulo anunciou a sua revitalização e restauro. A pirâmide dos Piques, concebida por mestre Vicentinho e Daniel Pedro Muller, instalada no centro do Largo ou Ladeira da Memória, é considerada o monumento mais antigo da cidade de São Paulo, e teria sido erigido em homenagem ao término de uma grande estiagem que se abateu sobre a região na primeira década do século XIX. Sempre foi um importante ponto de encontro por conta de sua posição estratégica e da presença de fonte de água potável. Neste local, também outrora conhecido como Largo dos Piques, houve intenso comércio de escravos e de escravas. Várias famílias de negros foram desumanamente separadas para trabalharem como escravos nas muitas fazendas do interior paulista.Em 1919, nos preparativos das comemorações do Centenário da Independência, o arquiteto Victor Dubugras e o artista plástico José Wasth Rodrigues elaboraram um projeto de reforma do largo da Memória, dotando-o de um novo chafariz e de um pórtico com azulejos, exibindo uma cena do antigo largo. Completavam a intervenção escadarias em pedra e azulejos decorativos com o brasão da cidade, escolhido por concurso público, vencido pela parceria Guilherme de Almeida e Wasth Rodrigues em 1917.O Largo da Memória foi tombado pelo Condephaat em 1970 e pelo Conpresp em 1991.


O Parque Augusta é uma área de 24.000 metros quadrados entre as ruas Augusta, Marquês de Paranaguá e Caio Prado que abriga um bosque de Mata Atlântica tombado. Após 40 anos de luta, a criação de um Parque Sem os Prédios que a Especulação Imobiliária quer construir no local, ganhou alento com a sanção da lei municipal 15.941 pelo prefeito Haddad no Natal de 2013. No Entanto, até outubro de 2014, o Parque Augusta seguia fechado, abandonado e ocioso há 340 dias.