No dia 23 de junho de 2026, a Polícia Federal cumpria 9 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios do bispo Edir Macedo e da Igreja Universal do Reino de Deus e do Grupo Record, controlador do banco digital Digimais, investigado pela Operação Miragem por supostamente inflar artificialmente seu patrimônio pra fraudar o sistema financeiro nacional e possibilitar mais captação de recursos junto ao mercado, sem lastro real pra tanto, num modelo similar ao feito pelo extinto Banco Master de Daniel Vorcaro, que se encontra preso.
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Foram bloqueados cerca de R$ 671 milhões e a Justiça também autorizou a quebra dos sigilos fiscais, telefônicos e bancários dos envolvidos.As assessorias do bispo Edir Macedo e do Banco Digimais, procuradas, não se manifestaram.O Digimais foi fundado em 1981 como Banco Renner, ligada ao varejo têxtil de mesmo nome, e adquirido pelo bispo Edir Macedo em 2013, e atualmente baseava suas operações em crédito e financiamento de veículos, após Macedo renomeá-lo como Digimais com seu aumento de participação ocorrido em 2020.Macedo, diante da crise do Digimais, vendeu a instituição pro empresário do setor financeiro Maurício Quadrado, que prometeu aporte de R$ 800 milhões pra dar solvência ao Digimais e possibilitando a elevação de seu patrimônio a R$ 2 bilhões.O Banco Central presidido por Gabriel Galípolo precisa dar aval a essa transação.
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Desde 2022 estava em apuros, assim como o Master, e o Banco Central, sob presidência de Gabriel Galípolo desde 2025, indicado pelo ex-ministro da Fazenda do Governo Lula e pré candidato ao governo de SP em 2026, Fernando Haddad, aguardou até novembro de 2025 pra liquidar o Master e, o Digimais, permanece, ameaçando o sistema financeiro brasileiro, como um fantasma.


